13 de dez de 2011

Aos poucos...

De repente... aquela rebeldia passa
A agonia pela vida dissipa
e tudo fica bem mais calmo...
Maroto e silencioso..
Nesse silêncio agudo...
É o instante que fala...
Que tudo foi só aquilo que foi...
Nada andou ao seu lado
Nem tampouco permaneceu perto
para confortar
em dias de vaguidão
daqueles memoráveis momentos de loucura e solidão
Pois é...
Era ausência de si...
Ausência de um eu
dentro de mim...
Não era entusiasmo...
Alegria exagerada
Era apenas vagueza...

De repente...
Tudo fica tão claro...
e daqueles momentos
Nada restou

E agora...
Não sei se ainda dá tempo
para recomeçar
para resgatar
O tempo perdido, a ausência de mim, dentro de mim...

26 de set de 2011

Entre Maia e Lantaura... no peito a saudade!

Como devo lutar contra esse sentimento?
Barrando quem eu sou...
Destruindo meus anseios?
Como vou deixar de sentir
toda a nossa história 
todo nosso amor?

...
Avançam Eras...
Engolem-se os mundos...
Dominam os monstros...

E mesmo na batalha...
Das guerras diárias...

Ainda tenho tempo...
Para sentir no peito...
O amor não vivido...
Ainda tenho meu canto negro
Onde navega a saudade
E me destrói
Mais que magias, armas e morte.

21 de set de 2011

Amor como é...

Amor que é bom
daqueles bom de enlouquecer gente sã
tem uma pitada de sandice e babaquice
Amor que é bom
tem risada a toda hora
de qualquer conversa fora
Amor que é bom
daquele bom de verdade 
de estremecer cada parte
Tem um beijo inesquecível de uma boca em sintonia
em cada pedacinho com a sua

Amor que é bom
fica bobo toda vez
que os olhos encontram com os dele
não esconde o riso
não impede a euforia
a vontade alucinada
de tocar a pele lisa
a pele áspera 
num rosto colado
somente sentindo
o bater dos corações
matando a saudade
que já sente saudade
do medo de partir... no dia seguinte...

20 de set de 2011

Fresta de luz...

As pedras vão caindo aos montes...
Ocupando os espaços
Querendo impedir a passagem
O Sol vez ou outra tenta fugir
Correndo do caos
Não consegue brilhar
Sob tão intensa chuva e tempestade

Eis que uma pedra é carregada pela enchente
E uma fresta de fuga surge
Corrida para a vida recomeça
Passos intensos
Arrastando o corpo cansado
A coragem rasteja para a luz

Aos poucos...
Os campos verdes acolchoam os pés calejados
A água límpida purifica a alma de esperança

E de repente...
Os obstáculos param de desabar
O caminho começa a clarear
É tempo de colher
Aquela plantação cultivada com muita luta... e determinação
É tempo de saborear os frutos
Da estrada árdua...
Da vida dura...
Da fé... que com perseverança e vontade...
Se chega lá...
Não importam os desafios...
Se chega lá...
Só manter o coração livre de maldade...


18 de set de 2011

Amor... sublime amor


Não vivo sem sentir no peito
A alegria de te ver chegar
Com o sorriso pregado
Com o abraço apertado
Rodopiando no alto...
O amor pulsante
O amor delirante                

No tempo que corre
Nos dias que se vão
Só importa
É o encontrar de novo
Ali... aqui.. acolá...
Em qualquer lugar..
Sentindo a cada batida da vida
A certeza do amor de alma
Que nada se explica
Que não há palavra descrita
Nenhuma narrativa...
Nada capaz no ar
Nada capaz no som
Nada capaz no toque...
É limitado
qualquer explicação fazer
Apenas é mais...
Mais que tudo...
Mais que idéias... mais que sonhos...
É um amor sublime amor...

16 de set de 2011

Mãe Natureza despertando...

A natureza reclama seu espaço ocupado
Vem com suas ondas gigantes
Destruindo tudo que pode
Correndo solta por dentro das casas
Arrastando coisas
Ceifando vidas
Diminuindo o ritmo
A natureza ainda espera
Adormecida... nos buracos quentes
no fundo do terra
O homem mente pra si
Acredita que é tudo seu
Cada mata, cada floresta virgem
O pedaço de chão
O fruto e o pão
Tudo é seu e de mais ninguém
A natureza vez ou outra
Desperta do seu sono de paz
Sentindo as dores
De cortes e queimadas perfurando sua pele grossa
O homem como vírus do mundo
Contamina cada fração de vida silvestre
Cada gotícula de água cristalina
O desespero surge
Quando a mãe bate
Quando a mãe repreende
Tirando seus maiores amores
E o homem teimoso... não aprende
Continua ... 
Quebrando, queimando, poluindo, estragando...

Sentenciando assim... persistentemente

Seu fim...

15 de set de 2011

Vejo e não enxergo... enxergo e não vejo!

Eu vagueio assim por esse mundo
Notando tudo que me rodeia
Observando cada hora longa cada minuto curto
Vejo, sinto o dia frio
A demora do calor, desbravando nuvens, empurrando uivos
para aquecer o corpo que angustia de saudade de raios dourados sob a pele gelada
Tropeço nos degraus espalhados, nos buracos variados
Ergo-me lento... sentindo o corpo
querer dobrar e agachado no canto
sentado na calça suja... perdido ficar
Vagueio assim por ai
Caindo, esbarrando, chorando, lutando... vou indo.
Assistindo cada cena
Cada capítulo
Cada lance
Participando vez ou outra 
Nunca a todo instante
Observo, vejo mas não estou constante 
Por mais que olho, que reparo em cada coisinha simples
Esse mundo... do meu.. o que sinto em mim... está distante...

14 de set de 2011

Filosofar - Um ato de pensar

Não é normal
Gente mal-educada
Resposta atravessada
Não é normal
Gente que não retribuiu o seu bom dia
Que ignora seu sorriso
Que te trata com grosseria
Não é normal
filho que chora e pai que ignora
mãe que some e filho que morre
Não é normal
gente dormindo na rua
criança roubando adulto
idoso pedindo esmola
Não é normal
trânsito demorado
perigo do cara ao lado
medo a cada esquina
desconhecimento da vizinha
Não é normal
Esse mundo individual que clamamos melhorias
mas somente no nosso silêncio
naquele nosso pequeno clã
dizemos:
"Isso não é normal..."
Mas lá vai o dia que se finda e um novo inicia
e tudo novamente nasce
e segue-se com a normalidade aparente...

13 de set de 2011

Bôa

Saudade boa
de amigos risonhos
telefonema fora de hora
Saudade boa
ri sozinho
ao recordar acertos e foras
Saudade boa
de demorar na chuva
de andar sem pressa
de esperar o final de semana
 para dormir até mais tarde
depois de uma semana longa de aulas
Saudade boa
de juntar moedinhas
para comprar um sorvete novo
esperando surgir "mais um" no palito
Saudade boa
que vire e mexe
resgato para enfeitar meus desejos
regar minhas expectativas
de um mundo mais simples
menos virtual
para meus filhos...

8 de set de 2011

Desencontros, partidas, encontros.




E um grito no meio da multidão
fará você surgir
com um riso tolo
lamentando tanto tempo ausente
O tempo
não deixará
que o encontro permaneça
então os ventos nos envolveram
com perversidade
levando cada um
para um canto solitário
dias vazios
dias eternos
longe daquilo
que nasceu para completar
a alma
a essência
mais o mundo
não enseja
e o senhor do universo
assim o estabelece
seres divinos e perfeitos
não podem nunca se encontrar
vão para a caótica terra
para outras almas salvarem
para outros amores viverem
mesmo pela metade
mesmo sem vontade...

28 de jul de 2011

Uma lembrança de verão


A brisa suave sopra no rosto iluminado brandura e paz
Os cabelos ao vento...
Um sorriso imenso...
...o sol irradiando o abraço mágico
Uma tarde quente
Com nuvens cinzentas logo se formando
E o abraço persistente... inundado por uma chuva forte
Que molha o corpo...desliza sobre a pele
invade os lábios...
Misturando-se ao beijo
O coração bate acelerado
Envolto da cumplicidade
Num sublime momento
Apagando qualquer diferença
Os braços se soltam
O olhar se encontra
Nos lábios o riso se forma
A chuva vira garoa
A mão segura a cintura...
Guiando-a para o mar
Adentrando a sua calmaria de verão
As ondas serenas empurram um ao outro
Um encontro gentil
Tocam-se as bocas...
Toca-se o desejo
Toca-se o delírio...
transcende qualquer palavra dita...
qualquer coisa sentida
ficam assim...
curtindo uma magia
de um fim de tarde
numa praia de sonhos,
vontades ....
e tão logo de uma eterna e melancólica saudade !!

3 de jul de 2011

...





É tudo tão cansativo...
dias melhores
esperança...
paz... harmonia...
pensamento positivo
sorriso constante...
é tudo tão imensamente exaustivo...
Porque o dia não vem
A esperança anda longe
e ninguém escuta
a tristeza que assola
o peito... a alma...

8 de jun de 2011

Quarto mágico



Abro os olhos diante de um mundo repleto de idéias, de sonhos, de poesias
Trazendo o mais intenso sorriso, meigo sem pressa só meu
Não quero fechar os olhos
Quero permanecer quieta sem questionar nem deixar a calmaria me adormecer
Ficar assim olhando aquele rosto encantador
Um rosto macio de cetim
Sorrio feito bobo acariciando cada pedacinho desse ser maravilhoso
A gargalhada vem ecoando todo o quarto

A luz adentra o ambiente iluminando o amor achado
As mãos se entrelaçam

O olhar no olhar profundo que invade a alma
mostrando um elo gigante e tão fácil de alcançar

O coração bate maroto, envolvido um no outro
No mesmo compasso, no mesmo ritmo
Deslumbrado e extasiado por tão enlouquente sintonia

O desejo orvalha nos lábios perfeição jamais sentida
O toque sutil, viril na pele, na boca, nos dedos, nos cabelos, perpetua o encontro dos anjos

Resplandece por completo o sonho real
Sentir sem demora, sem proibidos, faz explodir no peito
A maior essência existencial
A certeza de estar vivendo um amor sincero...

1 de jun de 2011

Inverno de ternura



O sorriso propaga na alma a imensa alegria


ao sentir aquele abraço curto de alguém especial

Propaga o eco dos lábios que tocam o rosto

E silencia o desejo que pedia um breve beijo

Propaga no ar

O cheiro doce da saudade

O cheiro perdido de vontades

A simplicidade de um olhar de lembranças

Coroando a esperança de mais um momento de pele

O sol lá no alto

Manda seus raios dourados

Para iluminar o angelical semblante

Tornando-o puro e divinal

Mas o vento sussurra ...

Que o verão já diz Adeus

O calor aos poucos vai se dissipando

E vagarosamente..........

O frio se sentirá no espírito

Invadindo o corpo

Que pedirá abrigo

Um afago

Um abraço demorado

Um quente cobertor

Pés e mãos envolvidos

Cabelos soltos

Numa só ternura...

Logo assim o desejo pedirá ...

Por enquanto...

O ar ainda quente

Afasta tais momentos

Mas na memória

Estão presentes

E ansiosas por tornar-se realidade

Esperando o dia... a hora...o milésimo certo de retornarem !!!!

31 de mai de 2011

Como é grande o meu amor por você...



Não sei como pude viver
tantos anos sem esse amor
Esse que inunda todos os pedacinhos do meu corpo
que me faz rir sem querer
olhando pra qualquer lugar
porque a lembrança daquele riso amado
ecoa no ouvido
como se pertinho estivesse
Não sei como pude passar tanto tempo
Longe...
dessa paz gigante
desse olhar fascinante
do toque mágico...
da certeza do eterno...

Não sei … sinceramente não sei...

Mas o passado...
não existe mais...
Só uma história que passou...
Momentos perdidos... e sem qualquer sentido...

Aos poucos eu sei...
Aos poucos eu sinto...
O porquê de tanto vazio
De tanta ausência de algo insabido...

Era você...
todo tempo você...
que faltava em minha vida...

30 de mai de 2011

Me aqueça neste inverno e que tudo mais...




Eu não gosto do frio...
Mas, nos teus braços
com seus pés quentes
e seu rosto colado
com seu hálito perto
cheirando carinho e amor...
Suporto essa dor...
A dor que congela o pé
que congela os dedos
irrita tirar a roupa para o banho
estremece ao sair do chuveiro
Mas se teu corpo está do lado
Eu não ligo pra esse frio...
denso...
cinza … e sombrio...

... Longe do seu calor...

Nessa madrugada vazia

Eu odeio... odeio esse maldito ventinho
que sopra sua ausência
que congela meu espírito...

…Dias correm logo...
Pra que eu encontre meu amor...
e seu corpo fervente...
Pra que me aqueça...
de sorriso, afobação e suor...

24 de mai de 2011

Um daqueles sonhos...



Você foi um daqueles sonhos

Que se tem de olhos abertos

Que adentra o peito

Sufoca a alma

E mostra a vida após a morte

Um daqueles sonhos

Que mostra o paraíso

Acalmando o ser

Dando a certeza de um novo amanhecer

Depois da intensa escuridão

Da dor... e da solidão

Um daqueles sonhos

Inexplicáveis

Que toca o espírito

Pára o universo

Gira o corpo

Envolto do mais belo sentimento

O amor

Intenso e avassalador

Um daqueles sonhos

Breves e eterno

Que leva o tempo

Mais não apaga qualquer momento

Que tira o sono

Que entristece de repente o sorriso

Um daqueles sonhos

Que acontece repleto de magia

Onde as palavras não falam

Onde o olhar tem muito a dizer

E o toque afável e mutuo

Paralisa todo o ser

Um daqueles sonhos

Que não se deve acordar

E continuar a viver

Lutando a cada segundo

Um dia... Esquecer

Um daqueles sonhos

Que sonhando... Dever-se-ia morrer...

A inconstância...


Às vezes consigo dizer o que desejo

Em outras não sei ao certo por onde sigo

Não sei os sonhos que me encanta

São tantos querendo emirgir

Querendo um espaço para voar

Levando embora meus momentos vagos

Às vezes consigo navegar

por entre nuvens e estrelas

Em outros instantes

Não saio do chão

Presa com correntes fincadas na mais profunda terra...

...

Às vezes vejo beleza no mais simplório dia

Em outros não quero sequer acordar

São tantas facetas do meu ser

São tantas inconstâncias dentro de mim

Que paro... num canto... silencioso e vazio...

Tentando resgatar mais dias de viagens aos céus

mais dias iluminados por pensamentos de alegria...

Às vezes consigo

Em outros ... a corrente me prende firme...

e fico inerte...

...apenas com a lembrança do que eu era

um dia antes...

17 de mai de 2011

Inocência da alma...


Chego em casa
Depois de um dia turbulento
Com mil pensamentos
Cheia de cansaço e pouco caso
E de repente
Escuto uma voz fina e inocente
Chamando meu nome
Me roubando um sorriso
Me envolvendo de um amor sincero
As névoas negras do dia longo e frio
Abandonam completamente meu espirito
Me agacho e abraço aquele corpinho indefeso
Envolvo no mais gostoso calor
Sinto aqueles bracinhos pequenos
Comprimindo meu pescoço
E depois desse breve abraço meigo
Sinto as mãozinhas acariciarem meu rosto
Tirar da minha testa todos os meus desgostos
E suavemente arrumando os meus cabelos
Dizendo palavras incompreendidas
Trocando sílabas
Falando numa velocidade tão linda
Com aqueles dentes pequenos
Eu só querendo parar o tempo
E ficar ouvindo essa voz tão fina
Que me aquece por inteiro
Me leva há um mundo de flores perfumadas
De jardins encantados
De dias sempre ensolarados
Tudo deixa de ser sem cor
O coração bate feliz no peito
E os olhos grandes e azuis da minha pequena Patrícia
Me toma de um sossego brando e verdadeiro

Assim enfeitiçada por aquele pedacinho de gente
Aperto mais uma vez contra o meu ser
Lhe beijando a face...
Levo-a para dentro
E fico sentada ouvindo suas histórinhas
Do seu dia de brincadeiras no parque
Do dia que ficou de noite de novo
Do bicho-papão no canal de TV
Do brinquedo barulhento que parou de funcionar
Da Barbie que sumiu
Do tênis que ficou preso no escorregador
E de inúmeras coisinhas
Que eu não entendia
Mas fiquei ali...
Ouvindo cada pedacinho contado
Cada palavra sem sentido
Até o sono lentamente lhe fazer a boca abrir

fechar suas pálpebras
Fazendo-a escorregar para o meu colo
Aconchegando sua pureza em mim
Faço um último carinho
Antes de colocá-la no berço
Sorrio
Pela graça recebida
Por minha magnifica família
Respiro fundo
Espanto o mundo
E esqueço sempre ...
Todos os defeitos e fracassos da minha vida...

Acontece...


Certos momentos acontecem por acaso
Certos sorrisos espontâneos e verdadeiros
Acontecem em instantes não esperados e tão pouco planejados
De forma incerta acontece algo raro
De forma inesperada acontece algo mágico
E o olhar se entrega sem entender
Abismado... com o encanto penetrante no ar...

Porque de repente tudo muda de cor ?
Porque de repente o beijo muda o sabor ?

O coração alvoroçado se aquieta calmo
O suor nas mãos se dissipa
Exala um natural calor
Transpira uma perfumosa alegria

Porque de repente o vale a pena
Se torna real
Se torna vivo
Enche de esperança
Que nem tudo ... todo... é igual

Porque de repente
Vejo... você diferente
Escuto sua voz tão perto e tão distante

O imperfeito se torna completo
O avesso do seu sentido
Num misto divino

Porque de repente
Acontece assim...
Repentinamente...
tornando-o único
nos meus sonhos
nos meus desejos
no mais puro e inocente sorriso meu !

Porque de repente é assim que nasce...
O genuíno sentimento !
Sem pressa! Sem medo ! Sem planos...
... apenas e tão serenamente... acontece...

8 de mai de 2011

A raiva

Já me come de dentro pra fora
Não sei de onde vem
Só sei que sinto que ela quer me levar embora
Está difícil segurar
Essa vontade ensandecida
De tudo acabar
Sinto tremores pelo corpo
E ninguém tem culpa disso
Não sei de onde vem isso

Deve vim do obscuro do homem
Lá onde ninguém habita
Onde vive o monstro da ira

O choro já não acalma
Não abranda tanto vazio
Por quê eu só quero chorar
Minha cabeça não para de doer
Meus olhos ardem de tantas lágrimas que querem escorrer

Eu não sinto mais vontade de viver
Continuar tem sido uma luta
Lamento por não estar suportando mais
Esses dias nebulosos
Dias difíceis
Ou tão fáceis que não consigo entender

Eu não quero entender

Como dói a minha cabeça.................