26 de set de 2011

Entre Maia e Lantaura... no peito a saudade!

Como devo lutar contra esse sentimento?
Barrando quem eu sou...
Destruindo meus anseios?
Como vou deixar de sentir
toda a nossa história 
todo nosso amor?

...
Avançam Eras...
Engolem-se os mundos...
Dominam os monstros...

E mesmo na batalha...
Das guerras diárias...

Ainda tenho tempo...
Para sentir no peito...
O amor não vivido...
Ainda tenho meu canto negro
Onde navega a saudade
E me destrói
Mais que magias, armas e morte.

21 de set de 2011

Amor como é...

Amor que é bom
daqueles bom de enlouquecer gente sã
tem uma pitada de sandice e babaquice
Amor que é bom
tem risada a toda hora
de qualquer conversa fora
Amor que é bom
daquele bom de verdade 
de estremecer cada parte
Tem um beijo inesquecível de uma boca em sintonia
em cada pedacinho com a sua

Amor que é bom
fica bobo toda vez
que os olhos encontram com os dele
não esconde o riso
não impede a euforia
a vontade alucinada
de tocar a pele lisa
a pele áspera 
num rosto colado
somente sentindo
o bater dos corações
matando a saudade
que já sente saudade
do medo de partir... no dia seguinte...

20 de set de 2011

Fresta de luz...

As pedras vão caindo aos montes...
Ocupando os espaços
Querendo impedir a passagem
O Sol vez ou outra tenta fugir
Correndo do caos
Não consegue brilhar
Sob tão intensa chuva e tempestade

Eis que uma pedra é carregada pela enchente
E uma fresta de fuga surge
Corrida para a vida recomeça
Passos intensos
Arrastando o corpo cansado
A coragem rasteja para a luz

Aos poucos...
Os campos verdes acolchoam os pés calejados
A água límpida purifica a alma de esperança

E de repente...
Os obstáculos param de desabar
O caminho começa a clarear
É tempo de colher
Aquela plantação cultivada com muita luta... e determinação
É tempo de saborear os frutos
Da estrada árdua...
Da vida dura...
Da fé... que com perseverança e vontade...
Se chega lá...
Não importam os desafios...
Se chega lá...
Só manter o coração livre de maldade...


18 de set de 2011

Amor... sublime amor


Não vivo sem sentir no peito
A alegria de te ver chegar
Com o sorriso pregado
Com o abraço apertado
Rodopiando no alto...
O amor pulsante
O amor delirante                

No tempo que corre
Nos dias que se vão
Só importa
É o encontrar de novo
Ali... aqui.. acolá...
Em qualquer lugar..
Sentindo a cada batida da vida
A certeza do amor de alma
Que nada se explica
Que não há palavra descrita
Nenhuma narrativa...
Nada capaz no ar
Nada capaz no som
Nada capaz no toque...
É limitado
qualquer explicação fazer
Apenas é mais...
Mais que tudo...
Mais que idéias... mais que sonhos...
É um amor sublime amor...

16 de set de 2011

Mãe Natureza despertando...

A natureza reclama seu espaço ocupado
Vem com suas ondas gigantes
Destruindo tudo que pode
Correndo solta por dentro das casas
Arrastando coisas
Ceifando vidas
Diminuindo o ritmo
A natureza ainda espera
Adormecida... nos buracos quentes
no fundo do terra
O homem mente pra si
Acredita que é tudo seu
Cada mata, cada floresta virgem
O pedaço de chão
O fruto e o pão
Tudo é seu e de mais ninguém
A natureza vez ou outra
Desperta do seu sono de paz
Sentindo as dores
De cortes e queimadas perfurando sua pele grossa
O homem como vírus do mundo
Contamina cada fração de vida silvestre
Cada gotícula de água cristalina
O desespero surge
Quando a mãe bate
Quando a mãe repreende
Tirando seus maiores amores
E o homem teimoso... não aprende
Continua ... 
Quebrando, queimando, poluindo, estragando...

Sentenciando assim... persistentemente

Seu fim...

15 de set de 2011

Vejo e não enxergo... enxergo e não vejo!

Eu vagueio assim por esse mundo
Notando tudo que me rodeia
Observando cada hora longa cada minuto curto
Vejo, sinto o dia frio
A demora do calor, desbravando nuvens, empurrando uivos
para aquecer o corpo que angustia de saudade de raios dourados sob a pele gelada
Tropeço nos degraus espalhados, nos buracos variados
Ergo-me lento... sentindo o corpo
querer dobrar e agachado no canto
sentado na calça suja... perdido ficar
Vagueio assim por ai
Caindo, esbarrando, chorando, lutando... vou indo.
Assistindo cada cena
Cada capítulo
Cada lance
Participando vez ou outra 
Nunca a todo instante
Observo, vejo mas não estou constante 
Por mais que olho, que reparo em cada coisinha simples
Esse mundo... do meu.. o que sinto em mim... está distante...

14 de set de 2011

Filosofar - Um ato de pensar

Não é normal
Gente mal-educada
Resposta atravessada
Não é normal
Gente que não retribuiu o seu bom dia
Que ignora seu sorriso
Que te trata com grosseria
Não é normal
filho que chora e pai que ignora
mãe que some e filho que morre
Não é normal
gente dormindo na rua
criança roubando adulto
idoso pedindo esmola
Não é normal
trânsito demorado
perigo do cara ao lado
medo a cada esquina
desconhecimento da vizinha
Não é normal
Esse mundo individual que clamamos melhorias
mas somente no nosso silêncio
naquele nosso pequeno clã
dizemos:
"Isso não é normal..."
Mas lá vai o dia que se finda e um novo inicia
e tudo novamente nasce
e segue-se com a normalidade aparente...

13 de set de 2011

Bôa

Saudade boa
de amigos risonhos
telefonema fora de hora
Saudade boa
ri sozinho
ao recordar acertos e foras
Saudade boa
de demorar na chuva
de andar sem pressa
de esperar o final de semana
 para dormir até mais tarde
depois de uma semana longa de aulas
Saudade boa
de juntar moedinhas
para comprar um sorvete novo
esperando surgir "mais um" no palito
Saudade boa
que vire e mexe
resgato para enfeitar meus desejos
regar minhas expectativas
de um mundo mais simples
menos virtual
para meus filhos...

8 de set de 2011

Desencontros, partidas, encontros.




E um grito no meio da multidão
fará você surgir
com um riso tolo
lamentando tanto tempo ausente
O tempo
não deixará
que o encontro permaneça
então os ventos nos envolveram
com perversidade
levando cada um
para um canto solitário
dias vazios
dias eternos
longe daquilo
que nasceu para completar
a alma
a essência
mais o mundo
não enseja
e o senhor do universo
assim o estabelece
seres divinos e perfeitos
não podem nunca se encontrar
vão para a caótica terra
para outras almas salvarem
para outros amores viverem
mesmo pela metade
mesmo sem vontade...