1 de mai de 2010

E se fosse verdade... continuação



F. ficou frente a frente comigo, sua respiração ofegante e seu hálito quente estavam a poucos centímetros de mim. Eu poderia morrer naquele milésimo de segundo.
- Quero experimentar algo.
Antes que as palavras viessem aos meus lábios, ele tocou-os empurrando para longe qualquer resposta minha. Seus braços envolveram minha cintura e me agarrei ao seu pescoço com os meus, eu não ia soltá-lo dessa vez.
Não sei por quanto tempo nos beijamos, mas quando paramos e nos olhamos tivemos a certeza que nunca houve ninguém que pudesse nos proporcionar tal sentimento como aquele que sentíamos um pelo o outro, sentimento que surgiu desde o primeiro toque, no primeiro beijo e nunca mais foi esquecido.
As lágrimas saltaram dos meus olhos, eu não consegui mais conter. Ainda bem que estávamos no mar, com as ondas quebrando a nossa volta, ele poderia ignorá-las, mas não foi isso que fez, levou sua mão gentilmente ao meu rosto e enxugou-as. Seus olhos rasos d’água também, não eram as águas do mar, era as águas do nosso coração, que liberava aquela agonia de tanto tempo distante um do outro, era a paz que retornava, as lágrimas anunciavam que a felicidade retornara, porque encontramos o caminho de volta para casa, nos braços um do outro.

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