27 de nov de 2007

O FIM

Eu odeio ser poeta
Quero ser normal e ver o mundo de outra forma
Sem qualquer misticismo, melancolia, excesso de sentimento ou a falta dele
Quero ser louco de momento
Não a todo instante
Apontado... insano e maluco
Quero rir e parar
Não sorrir e delirar
Quero olhar e não vê frases
Saindo dos lábios calados
Quero paz interior
Deixar de pensar tanto em letras, que juntam frases

Que formam estrofes que encantam os outros
e me deixa vazio
Quero ficar mudo diante de mim
Que tanto fala e não me deixa dormir
Não quero mais ser poeta
Chega de dizer minhas palavras
Me deixem
Abandono este corpo
essas idéias
esses pensamentos
Paro de sentir vorazmente cada minuto vivido aqui
Não quero mais saber, nem entender
O porque da vida, o porque da porra da dor
Não quero mais ver nos olhos dos outros frases de amor
paro tudo... esqueço tudo...

Risco meu caderno, jogo fora meu livro,
Inundo meu mundo de televisão e porcaria
Queimo meus sonhos de poesia ... delírios e alegria
Somente para me tornar um sujeito qualquer

Nenhum comentário: