27 de nov de 2007

Docinho

Aquele sorrisinho arteiro
A ameaça de pegar o vaso tão velho e valioso
E joga-lo ao chão
A mão malvada
Que bate
Que repreende
Sem ao menos explicar
As coisas que consideram proibidas
O sorriso que se perde
O coração que chora
E no entardecer o dedinho vem como consolo
Dar-lhe afago em vez de um beijo aquece-lo
O corpinho indefeso que se encolhe
Para tentar se abraçar e não sentir tanto frio
E nem a ausência de tanto amor
E nos sonhos anjinhos vêm lhe abençoar
Fazendo piruetas e beijando seu narizinho
E tudo mágico acontece
Mais tão logo
A mão que bate
acaricia
chora
E ao pé do seu ouvidinho pede perdão
Agradecendo a Deus a sua existência
E o pequeno corpinho se solta
E o abraça
Misturando sua inocência
Com a loucura adulta.

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